domingo, 16 de junho de 2013

PLANO DE AULA

PLANO DE AULA

CONTEÚDO ESCOLHIDO PELO GRUPO: SEMELHANÇA DE POLÍGONOS



TEMA: condições de semelhança entre figuras planas


TEMPO PREVISTO:  1 semana (06 aulas)

OBJETIVO: Mostrar aos alunos do 9º ano do EF os conceitos básicos sobre semelhança entre figuras planas e suas diversas aplicações.

JUSTIFICATIVA: Ajudar o aluno a construir, desenvolver e aplicar ideias e conceitos sobre semelhança, sempre compreendendo e atribuindo significados ao conteúdo, buscando relacionar a aplicação dos conceitos à sua vida cotidiana.
            Dessa forma, ao termino da atividade, o aluno deverá ser capaz de:
·         Construir o conceito de semelhança;
·         Verificar a semelhança entrefiguras planas através da comparação de suas medidas.

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES: A tarefa proposta visa contribuir para desenvolver nos alunos a linguagem e pensamento geométrico, bem como a capacidade de avaliar a existência ou não de semelhança entre duas figuras planas; avaliar elementos que se alteram quando figuras planas são ampliadas ou reduzidas; identificar a razão de semelhança entre duas figuras planas bem como se utilizar destes conhecimentos na  exploração e modelação de situações em contextos diversos.

RECURSOS MATERIAIS E TECNOLÓGICOS:
·         Régua e compasso;
·         Papel milimetrado;
·         Papel A4
·         Recorte e colagens de figuras diversas
·         Malha quadriculada
·         Atividades de sites da internet.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 – SEMELHANÇA ENTRE FIGURAS PLANAS

Inicialmente o professor poderá verificar o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto aplicado explorando as várias formas verificadas em seu cotidiano, poderá inclusive apresentar algumas delas, como exemplo:



            Pode-se explorar também alguns sites interessantes que traz construção de figuras no concreto, textos sobre a história da geometria e suas construções lúdicas, jogos interativos como quebra cabeça, dominó de figuras reduzidas e ampliadas, enfim, até mesmo histórias em quadrinhos como a que segue:



     Cerca de seiscentos anos antes de Cristo, no Egito, foi que se teve a primeira aplicação da Semelhança de Triângulos. A pedido de um mensageiro do faraó, Tales de Mileto - considerado um dos sete sábios da antiguidade clássica – calculou a altura da pirâmide de Quéops. Para desenvolver tal cálculo, Tales fincou uma vara verticalmente no chão e aguardou até o momento em que a sombra e a própria vara tivessem a mesma medida. Quando o esperado ocorreu, Tales disse “Vá, mede depressa a sombra: o seu comprimento é igual à altura da pirâmide”.


 Para se obter o valor exato da altura da pirâmide, Tales deveria ainda ter pedido que se somasse metade do lado da base da pirâmide à sombra da mesma, uma vez que, tendo uma base larga, uma parte da sombra da pirâmide não estava ao chão. Tales imaginou os dois triângulos imaginários demonstrados abaixo para efetuar seu cálculo.


Desse modo:
  
     
(retos)       (ângulo de inclinação dos raios solares).

     A conclusão que se chega é que os triângulos são semelhantes pelo caso AA.

      ΔABC~ΔRST

 

     Então, para achar o valor da altura da pirâmide, fez-se a seguinte proporção

    Com esse feito matemático, Tales ganhou grande apreciação em sua época e ainda hoje, pelo mesmo motivo somado a outras tantas contribuições, Tales é considerado um dos grandes nomes da matemática.

Aplicação de exercícios para verificar o conhecimento prévio dos alunos:
Problema 1: Observe as casinhas desenhadas na malha quadriculada. Desenhe ao lado, duas outras casinhas, de modo que, uma delas seja uma redução e a outra uma ampliação das casinhas dadas no exercício: 


Problema 2: Observe nos desenhos que o retângulo (III) tem o triplo da largura de (I), o retângulo (II) tem o dobro da largura de (I) e os três tem a mesma medida de altura.
(I)                    (II)                                 (III)
a) É correto afirmar que os ângulos nos três retângulos são correspondentemente congruentes? Porque?

b) Podemos dizer que uma dessas figuras é redução ou ampliação da outra? Porque?
           
Dando continuidade ao trabalho, após discutir as resoluções apresentadas pelos alunos, o professor poderá solicitar que construam figuras semelhantes, em determinada razão, utilizando régua e compasso, no processo conhecido por homotetia. Nesse caso, poderá propor que sejam desenhadas e analisadas mais de uma situação em que o centro de homotetia (ponto F) se apresenta em diferentes posições em relação às figuras:
Exemplo:
Queremos ampliar o polígono ABCDE e em seguida reduzí-lo. Como devemos proceder?
  • Marcamos um ponto F (foco) qualquer.
  • Traçamos as retas: FA, FB, FC, FD e FE.


  • Marcamos um ponto A' sobre a reta FA, de modo que FA' = r.FA (r= razão de semelhança).
  • Marcamos um ponto B' sobre a reta FB, de modo que FB' = r.FB (mesma razão de semelhança usada para marcar o ponto A'). Procedemos da mesma maneira marcando os pontos C', D' e E'.

  • Traçamos os segmentos: A'B', B'C', C'D' e E'A' e obtemos o plígono A'B'C'D'E' ampliação de ABCDE, isto por que neste caso tomamos a razão de semelhança r > 1. 

Procedemos da mesma maneira para reduzirmos o polígono, tomando neste caso a razão de semelhança r < 1.

Podemos observar que sempre que escolhemos pontos quaisquer em uma figura a ser reproduzida e estipulando um foco (F) e uma razão de semelhança (r) quaisquer, podemos ampliar ou reduzir esta figura.
Assim sendo a nossa figura também pode ser CURVA !



               Após a construção de algumas figuras, poderá propor aos alunos os seguintes problemas:
Problema 1: Observe a figura que apresenta a ampliação do polígono ABCDE, realizada com base nas linhas convergentes a um ponto F. Suponha que F esteja 6 cm distante de B e 9 cm de B



a a)    Se AB = 2cm, quanto mede A’B’?

b b)    Os polígonos ABCDE e A’B’C’E’ são semelhantes, e a razão de semelhança é um valor K, tal que FA’ = K.FA. Qual é a razão de semelhanças nesse caso?

Problema 2: Considere que o triangulo ABC, na figura original do problema anterior, seja equilátero e suponha que AB = 2cm. Nesse caso:



a)  Calcule a área de ABC.

b)    Calcule a área de A’B’C’.

Problema 3: Desenhe na figura um polígono A”B”C”D”E” que seja semelhante a ABCDE, com razão de semelhança 2,0. 
(Modelo da atividade proposta)


AVALIAÇÃO: Esta tarefa será realizada em grupos de 3 a 4 alunos, para que o trabalho seja desenvolvido de forma colaborativa e que ninguém fique ocioso durante a aula e sim participando e descobrindo o conteúdo apresentado. A avaliação levará em conta a participação de cada aluno na execução de cada tarefa proposta, tentativas de resolução dos exercícios propostos e entendimento do aluno perante os conteúdos apresentados.

RECUPERAÇÃO: A recuperação se dará de forma continua e sempre que algum aluno ou grupo apresentar dificuldade na realização das atividades propostas com intervenções pontuais e imediatas. 

AULA EXPANDIDA (sensibilização)
            Mencionar alguns exemplos do cotidiano onde facilmente podemos encontrar aplicações de semelhança, tais como fotografias, fotocópias, tomografia ,maquetes (arquitetura e engenharia), etc.
            Podemos perceber a semelhança em qualquer tipo de ampliação ou redução que cometemos, como fotos, mapas, documentos. Miniaturas de carros, de bonecos ou de qualquer objeto também podem respeitar o conceito de semelhança. Até mesmo as maquetes podem ser consideradas semelhantes aos ambientes reais, contanto que ambos possuam os mesmos parâmetros de formatos. As telas de televisão são outros exemplos de semelhança, pois, mesmo com diferentes polegadas, a maioria delas possui o mesmo formato, o que permite que transmitam a mesma imagem. Também com a noção de semelhança, podemos entender por que os filmes que passam nas telas dos cinemas não possuem as mesmas imagens quando são passados em uma televisão. Isso acontece visto que as telas de cinemas não possuem o mesmo formato das telas das televisões, ou seja, elas não são semelhantes. Além disso, como vimos, a Semelhança de Triângulos nos permite calcular distâncias inacessíveis. Portanto, no dia-a-dia de topógrafos, cartógrafos, geógrafos, engenheiros etc., a semelhança é utilizada quando é preciso medir uma distância muito longa ou com algum obstáculo. Hoje, existem até mesmo instrumentos que medem os ângulos em situações como essas, como o teodolito.


A Divisão da Melancia ( A Aritmética da Emília)


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Falando sobre minha relação com a leitura...



          
            Olá colegas de curso! 

Quando adolescente adorava ler e lia muito mesmo. Lembro-me que minha mãe ficava muito brava, porque eu começava a ler um livro e às vezes passava a noite toda com a luz do quarto aceso e ela não gostava, dizia que isso prejudicaria minha visão. Já fiz vários tipos de leitura, não sou muito de me lembrar dos autores, às vezes até me confundo um pouco, mas eu lia com muito prazer. Meus professores de Língua Portuguesa sempre me incentivavam muito e procuravam me orientar também, pois sabiam do meu gosto pela leitura. Só desanimei um pouco com a Literatura Barroca quando li "Os Lusíadas", acredito ser de Luiz Vaz de Camões, foi a leitura menos prazerosa que fiz, além de ter sido bastante demorada, porque li o original, me lembro que era parecido com os livros de enciclopédia, grosso, com uma capa vermelha bem grossa e as folhas já bastante amareladas. Mas, o que me apaixonei mesmo foi pela leitura de Jorge Amado... Comprei até a coleção toda! Li um a um, eu a tenho até hoje, infelizmente guardada apenas. Os romances são meus prediletos, gosto muito, mas também ousei em outros tipos de literatura, como O Pequeno Príncipe, O Maior Presente (de Og Mandino), entre outros. Hoje, já não consigo mais fazer esse tipo de leitura, ainda gosto muito e constantemente pratico, mas somente leitura de artigos ou matérias que saem em revistas, jornais ou na internet, sobre atualidades, coisas que acontecem no dia-a-dia, e no mundo, para não ficar desatualizada. Mas confesso que assim que meus dias voltarem a ser mais ociosos retomarei as leituras novamente...

                                                                                Sônia Maria

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Leitura e Escrita

Ao Tutor e aos Cursistas, li os depoimentos dos meus colegas e concordei com todos, pois de uma forma ou de outra entendi que todos expressaram que a leitura e escrita e muito importante, minha opinião e que em primeiro lugar a leitura e a escrita atravessou séculos, sem esse recursos as informações e os acontecimentos remotos não teriam chegados até o presente apenas pela fala. E quando lermos um livro estamos conectados na idéia do autor, e ainda, a leitura e a melhor forma de se construir conhecimento. E a escrita é a melhor forma de registrarmos uma descrição, narração ou dissertação. E digo ainda mais: os registros de imóveis, as patentes, os legados, os contratos, os testamentos, etc..., tudo isso se servem da leitura e da escrita.

Umberto



                                            PERFIL DOS COLABORADORES


SILVANA GESTINARI DRIMEL (Presidente Prudente -SP)
Sou Pedagoga e professora de Matemática com habilitação em Física ,  formada  desde 1991 pela   UNESP-PP , leciono na rede pública e particular de ensino, sou casada, tenho 3 filhos, e espero que este curso contribua ainda mais para minha formação profissional.

                                                                                                  Silvana Gestinari Drimel


UMBERTO DONIZETI DOTTA ( Presidente Prudente-SP)
Sou professor de matemática desde 1985, comecei lecionando em Nova Andradina-MS e hoje trabalho ainda como professor na EE Fernando Costa em Presidente Prudente-SP

                                                                                                  Umberto Donizeti Dotta


SÍLVIA EMIKO OKUDA FUKASE (Presidente Prudente - SP)
Sou professora de Matemática, formada desde 1989, leciono na rede pública e sou efetiva na E.E. Prof Mirella Pesce Desidere. Sou casada e tenho 2 filhas. Tenho prazer em ensinar e com este curso, espero ampliar meus conhecimentos.

                                                                        Sílvia Emiko Okuda Fukase



Nasci aqui mesmo em Martinópolis, sou casada e tenho 2 filhos lindos que cursam odontologia. Comecei a lecionar em 1998 como eventual e me efetivei em 2005 na cidade de Salto. Foi um ano bem difícil, pois viajava todos os domingos e retornava apenas na quinta. Consegui remoção por união de cônjuges para Presidente Prudente onde estou lecionei por dois anos e assumi a coordenação pedagógica da escola por 5 anos. Hoje consegui remoção para a Escola Estadual Alberto Santos Dumont, na cidade que moro e estou na sala de aula novamente. Sou da área de exatas, leciono ciências, matemática e biologia em escola pública e particular. Gosto muito do que faço, me identifiquei muito com essa profissão. Até me arrependo um pouco por não ter começado antes a lecionar. Tive outras atividades antes disso. Me identifico bastante com o ensino fundamental, adoro as crianças e não tenho muitos problemas em me relacionar com elas. Espero com este curso poder aprender muito, pois ainda me acho muito inexperiente. Abraços a todos os colegas.   
                                                                      


                                        Sônia Maria



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Walmir P. Salmazzo sou professor formado pela Unesp – PP leciona na rede EE “Anna Antonio” e também na rede particular tenho uma experiência de aproximadamente 20 anos, sou casado e tenho uma linda família e espero que a participação neste curso venha contribuir 
na elaboração das minhas aulas e na minha formação profissional.

Walmir P Salmazzo.